Propagandas publicitárias ainda trazem sinais de preconceito e racismo
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Propagandas publicitárias ainda trazem sinais de preconceito e racismo

Pesquisa aponta que a publicidade na TV e no Facebook ainda é racista, sexista e machista

O racismo e a desigualdade com as mulheres são temas muito discutidos nos dias atuais. Isso porque, houve uma mudança de comportamento social. Com as facilidades proporcionadas pela Internet e as redes sociais, o tempo de resposta das pessoas às polêmicas ficou mais curto.  E um dos temas recorrentes são as conquistas dos direitos dos negros e das mulheres.


Só que, infelizmente, a publicidade brasileira ainda age de forma racista, machista e sexista. Foi o que comprovou a Heads Propaganda, na pesquisa denominada TODXS? – onde eles fizeram uma análise da representatividade na publicidade brasileira, constatando a maioria dos personagens publicitários são brancos e o preconceito com as mulheres é reforçado por meio de estereótipos e desigualdade de gênero. “Existe um lugar-comum na publicidade. Estamos contando as mesmas histórias. Não vemos além de papéis limitados por gêneros ou de padrões de comportamento e beleza. A realidade é muito mais diversa do que o que tratamos. Estamos limitados a nós mesmos”, conclui Carla Alzamora, diretora de planejamento da Heads Propaganda. 

Conheça os números

No Facebook, somente 15% dos posts possuem igualdade entre homens e mulheres, enquanto 14% reforçam estereótipos, principalmente sobre padrões de beleza.
Reforçando o racismo, dos 899 posts avaliados, 82% são com mulheres brancas e 88% com homens brancos. Esses dados são gritantes já que, segundo o IBGE, 53% da população total do Brasil se declara negra.

Na televisão a história se repete: não aparecem nas propagandas casais negros protagonistas. Dos 33% de homens protagonistas, 83% são brancos, e das 26% de mulheres protagonistas, 84% são brancas. Em relação aos estereótipos impostos à mulher, de janeiro a outubro, os números melhoraram. Os comerciais que não utilizam estereótipos de gêneros passaram de 41% a 46%. Na TV, a representação da mulher hipersexualizada caiu em 60%.

 

Por Natália Torres